“O Melhor dos Mundos Possíveis”

20, 21 e 22 Julho| Teatro Diogo Bernardes | 21h30
MANOPERAS
ÓPERA “O Melhor dos Mundos Possíveis”

Música | Adaptação de Leonard Bernstein (1918/1990)
Texto | Adaptação Portuguesa de “Candide” de Voltaire por José Lourenço
Direção Artística | José Lourenço
Produção | Atelier de Ópera “Manóperas de Diversão”
Direção de Orquestra | Pedro Sousa

Músicos | Marina Pacheco, José Corvelo, José Lourenço, Lara Costa, Fabrice Carneiro e elementos do “Manóperas de Diversão”

Coros e Orquestra | AMFF/ Academia de Música de Ponte de Lima/ Conservatório de Música da Maia – Ensemble Notas Soltas

O Melhor dos Mundos Possíveis … será que é aquele em que vivemos ? A julgar pela presença da palavra “crise” nas capas dos jornais somos levados a discordar. Não faltam, porém, ministros, primeiros-ministros, astrólogos e outros otimistas a “dourar a pílula”. O fenómeno não é de hoje e tem como protagonista, em pleno “século das luzes”, o filósofo alemão Gottfried Wilhelm von LEIBNIZ (1646-1716). Nos seus “Ensaios Sobre a Bondade de Deus, a Liberdade do Homem e a Origem do Mal” Leibniz defende que Deus, ao criar o mundo em que vivemos, só poderia ter optado por criar um mundo perfeito. Contra esta visão e apoiado por factos tristemente reais (desastres naturais, guerras, doenças, esclavagismo, intolerância religiosa …) ergue-se, no alvor da Revolução francesa, outro grande filósofo: François-Marie Arouet de VOLTAIRE (1964-1778). Chocado pelas notícias do “Sismo de Lisboa” (1 de Novembro de 1755) Voltaire decide refutar as ideias de Leibniz e, da sua pluma, jorra, em meros três dias, uma das maiores obras da literatura universal: “Candide, ou o Otimismo”. Trata-se de um conto filosófico mas, simultaneamente, de um livro de aventuras, pleno de fantasia, humor e muitas viagens, com estadia incluída no mítico El Dorado e uma “festa religiosa” em Portugal! Ao longo de 30 atribulados capítulos, Voltaire faz-nos perceber como Leibniz estava errado e como o otimismo em excesso pode ser a porta para grandes males… Vamos, então ser “Velhos do Restelo”?! “Nem oito nem oitenta”. Apesar de não vivermos no melhor dos mundos, Voltaire aponta pistas para que, ao longo dos nossos dias, possamos dizer “a vida é bela!” Quem as quiser conhecer deve ver e ouvir este espetáculo preparado com entusiasmo pela oficina “Manóperas de Diversão” e intérpretes profissionais, numa parceria da Academia de Música Fernandes Fão com outras instituições de ensino artístico (Ensemble Notas Soltas do Conservatório de Música da Maia, designadamente). Os números musicais têm a assinatura do compositor americano Leonard Bernstein e o espetáculo conta, logo de início, com a presença do próprio!!!

“A Galiza em Versão Popular e Jazz”

19 Julho| Largo Camões | 22h00

“A Galiza em Versão Popular e Jazz” | BANDA DE MÚSICA MUNICIPAL DE VALGA

Direção Musical | Manuel Touceda

PROGRAMA I
TANGO para o TOREADOR
                            Herman Chr. SnijdersJESUS CRISTO SUPER STAR
                            Lloyd Webber / arr. Willy Hautvast
(seleção) OS MISERÁVEIS
                            Claude-Michel Schonberg / Warren Barker(seleção)
AIRES DO SAR
                             Ricardo Noya
(passo doble-marcha) II
NON CHORES SABELIÑA
                            Gustav Freire Penelas
LA FLOR DE AZAHAR
                            Gregory Fritze
PASSO DOBLE ANIVERSARIO
                             Marcos Mato
Manuel Villar Touceda nasceu en Valga (Pontevedra) em 1969 e com 15 anos passou a formar parte da Banda de Música Municipal de Padrón como trompetista. Estudou no Conservatório Superior de Santiago, no Conservatório Superior da Coruña, Madrid, Vigo. Teve aulas com os mestres Justino Prieto, José Vicente Simeo, José Ortí, Enrique Rioja e Benjamín Moreno. Estudou Pedagogia Musical com os mestres Tomás Rábanos, Ana Mª. Navarrete, Susa Herrera, Tomás Marco, Fernando Palacios e Jos Wuytack. Estudou Direção de Banda com Adám Ferrero e Henri Adams, Carlos Seráns, Jan Cober, Orquestração com Samuel Adler e Direção de Orquestra com Cristóbal Soler e Navarro Lara. Colaborou com as Banda de Vilagarcía, Banda da División Guzmán El Bueno (Sevilla), Banda Sinfónica de Galicia, Banda Municipal da Coruña, JONDE, Orquestra Sinfónica de Galicia, Orquestra e Coro de RTVE. Foi professor na Escola de Música Municipal Caldas de Reis, no Conservatório Superior de Música de Vigo e foi Presidente da Sociedade Cultural Banda de Música M. de Padrón. Na atualidade é o Diretor da Escola e Banda de Música Municipal de Valga, Vogal da Federação Galega de Bandas de Música Populares, Vocal de AGEMM, Professor de Música.A origem da Banda de Música Municipal de Valga está intimamente ligada á Escola de Música de Valga, que desde 1996 com 50 alunos e 2 mestres, iniciou a formação musical dos jovens de Valga, atingindo já, em 1999, 130 alunos e 15 mestres. Graças a este êxito, começaram a desenvolver-se atividades como grupo coral, grupo de percussão, Big Band e a Banda de Música, que mais tarde daria lugar à Banda Xuvenil de Valga e à Banda Infantil de Valga onde se formam os futuros músicos deste agrupamento. O concerto de apresentação deste coletivo musical teve lugar no I Festival Letras Galegas do ano 1999, celebrado em Valga com grande êxito da crítica para, posteriormente, participar em numerosos festivais pela Galiza, ou fora dela: Luarca, León, Zamora, Palencia, Segovia, Tarragona, Madridejos (Toledo) ou Troviscal (Portugal). Entre as atividades anuais, cabe destacar o Acampamento Musical celebrado todos os verões desde 1999 nos mais diversos lugares: Allariz, Lugo, Portomarín, Luarca, León, Zamora, Palencia, Segovia, Tortosa, Badajoz, Alcalá de Henares e Bilbao. Outras das suas atividades são o ciclo de concertos com diretor convidado, gravações como a de Melodias Populares (2005) difundida na tournée por Bos Aires, a realização de intercâmbios musicais e a participação em festas populares. Em relação a prémios, obteve no Certame Provincial de Bandas de Música, Deputação de Pontevedra, o 3º prémio nos anos 2005 e 2009, 2º prémio nos anos 2006, 2010 e 2011 e 1º prémio e menção de honra no ano 2007; no Certame Galego de Bandas de Música, Junta de Galiza, obteve o 3º prémio nos anos 2008, 2010 e 2011, 1º prémio nos anos 2007 e 2009 e prémio de melhor interpretação de obra de temática galega no ano 2010; no Certame Zonal de Bandas de Música, Deputação de Pontevedra alcançou o 2º prémio no ano 2008 e 1º prémio nos anos 2009 e 2010. Fora da Galiza, recebeu, no I Certame Nacional Villa de Magallón (Aragón), no ano 2006, o 3º prémio e participou no IX Certame Internacional de Bandas de Aranda del Duero no ano 2007.

“ Machina Lirica Duo”

18 Julho| Cooperativa LimaTerrae | 18h30

“ Machina Lirica Duo”, Programa Ibéria Mónica

Streitová Flauta | Pedro Rodrigues Guitarra
PROGRAMA – J. Vianna da Motta (1868/1948)
                                  3 Scenas Portuguezas op. 9 *- Fernando Lopes Graça (1906/1994)
                                  Melodias Rústicas, caderno IV- J. Rodrigo (1901/1999)
                                  Serenata al Alba del Dia- E. Granados (1867/1916)
                                  Danzas Españolas nº 2,4,5*- M. de Falla (1876/1946)
                                  Danza Española nº1 (de La Vida Breve) *
(*- Transc.: Pedro Rodrigues)
A criação do programa “Ibéria” teve origem no convite para a participação no renomado Festival Internacional “Colores Flamencos” OLOMOUC 2011 na República Checa. Do programa fazem parte composições originais de compositores portugueses e espanhóis para flauta e guitarra, assim como transcrições do guitarrista Pedro Rodrigues. Este músico, juntamente com a flautista Monika Streitová são os protagonistas de Machina Lírica Duo. O nome do grupo foi inspirado num poema de delicada beleza bizarra do poeta pós-surrealista português, Helbert Hélder. A combinação incomum das duas palavras reflete a natureza intrínseca do ideal estético do grupo – o músico como uma máquina com alma e espírito – e marca o padrão para a rigorosa escolha do repertório. A ideia central da dramaturgia do concerto baseia-se no objetivo de colocação no mesmo contexto de composições portuguesas e espanholas inspiradas pela cultura nacional dos dois países que durante vários séculos tiveram hegemonia no continente europeu e dominaram muitos povos em diversos continentes. A semelhança entre as duas línguas – portuguesa e espanhola, reflete-se também na música onde se pode encontrar elementos comuns, tais como: o senso da melodia e a ornamentação. Há, no entanto, muitas diversidades do carácter musical. As composições portuguesas respiram uma melancolia típica, têm uma elegância subtil e contém uma dimensão mais meditativa. Já as composições espanholas são mais dinâmicas pelo seu temperamento apaixonado. O subtexto lírico também está presente nestas, mas diferentemente e de uma forma bela. Ao colocá-las no mesmo contexto abre-se assim a possibilidade de comparar a miscelânea de semelhanças e de diferenças. O programa “Ibéria” tem uma grande variedade de cores, ritmos e cheiros. Reanima a poética do passado e permite reviver histórias esquecidas, e o ouvinte não precisa de debruçar-se sobre a questão de quem foi realmente o mérito no descobrimento do novo mundo.

Monika Streitová

A estreia do Machina Lirica Duo decorreu no prestigiado festival Musica Viva onde recebeu de imediato excelentes críticas tanto do público como da imprensa especializada: “Destaquem-se ainda os espetaculares intérpretes Monika Streitová (flauta) e Pedro Rodrigues (guitarra), que mostraram que a música contemporânea tem hoje em Portugal soberbos intérpretes à disposição.” (Pedro Boléo, Jornal Público). Monika Streitová e Pedro Rodrigues executaram em estreia absoluta mais de 170 obras, muitas delas dedicadas a estes intérpretes. Tais obras abrangem diversas formações, de peças a solo, solo com eletrónica, duos, formações de música de câmara até concertos com orquestra. Apresentaram-se ainda, em solo ou em duo, em salas como Carnegie Hall de Nova Iorque, a Salle Cortot de Paris, National Concert Hall de Taipei, Ateneo de Madrid, Endler Hall de Cape Town, CCB, Casa da Música, Grande Auditório da Fundação Gulbenkian e ainda em festivais de música contemporânea como Festival de Outono de Varsóvia, Elektronische Frűhling (Viena), MÚSICA VIVA de Lisboa, Porto e Coimbra, MELOS-ETHOS, Bratislava Musical Festival, Forfest Kromeríz, Ostrava Days of New Music, Evenings of New Music Bratislava, Musica Iudaica Prague, NEW MUSIC MARATHON Prague, the International Festival of Contemporary Music in Krakow, Silesian Festival (Katowice), Festival de século XX e XXI, City of London festival, Festivais de Outono de Aveiro, Festival Internacional de Música Contemporânea de Salvador (Brasil), Colores Flamencos Olomouc, e ainda em duo gravaram para a Antena 2, RTP e Rádio Checa.

“José Bon de Sousa ao Piano”

17 Julho| Auditório da Academia de Música de Ponte de Lima | 18h30

“José Bon de Sousa ao Piano”

 

PROGRAMA

– Carlos Seixas (1704/1742)
Sonata em Si bemol

– Luiz de Freitas Branco (1890/1955)
Sonatina
Allegro moderato
Andante
Rondo (Allegretto)

– Isaac Albeniz (1860/1909) da Suite Espanhola Op.47
Granada
Cataluña (Curranda)
Sevilla (Sevillanas)
Cádiz (Cancion)
Castilla (Seguidillas)

– Franz Liszt (1811/1886)
Rapsódia Húngara nº X

 

José Bon de Sousa nasceu em Lisboa, onde estudou com Artur Santos. Em 1981, partiu para Viena de Áustria como bolseiro e aí trabalhou, ao longo de quatro anos, com Leonid Brumberg. Dos cursos de aperfeiçoamento em que participou, destacam-se os orientados por Helena Sá e Costa e Tatyana Nicolaieva, em Salzburgo e Jorg Demus, Palanicek e Sequeira e Costa, em Lisboa. Ao longo da sua carreira de pianista, apresentou- se em recitais a solo, concertos com orquestra e de música de câmara. Participou em Festivais Internacionais e efetuou tournées por todo o mundo, desde a Europa, Estados Unidos da América até à China e Índia. Em 1997 gravou um CD de obras para piano de Francisco Lacerda, “Treinte-six histoires pour amuser les enfantes d’un artiste”. Em parceria com João Pereira Coutinho, gravou o CD “Encontro”, com obras do séc. XX, para flauta e piano e em 2005 o CD “Recital Para El-Rei D. Fernando”, com obras apresentadas, em Lisboa no séc. XIX. Atualmente é professor na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa.

“WIENIAWSKI, SZYMANOWSKI e STRAUSS”

16 Julho| Teatro Diogo Bernardes | 18h30

“WIENIAWSKI, SZYMANOWSKI e STRAUSS”

Nuno Soares Violino | Youri Popov Piano

PROGRAMA I
K. SZYMANOWSKI (1882/1937)
                                                Sonata em Ré Menor, Op. 9
Allegro moderato. Patetico
Andantino tranquillo e dolce
Finale (Allegro molto, quasi presto)H. WIENIAWSKI (1835/1880)
                                                Variações sobre um Tema Original, Op. 15II
K. SZYMANOWSKI (1882/1937)
                                                Mitos, Três Poemas, Op. 30
Fonte de ArethusaR. STRAUSS (1864/1949)
                                                Sonata em Mi b Maior, Op. 18
Allegro ma non troppo
Improvisation (Andante Cantabile)
Finale (Andante – Allegro)Nuno Miguel Areia Soares nasceu no Porto e iniciou os estudos na Academia de Música de Viana do Castelo. Inicialmente trabalhou com Macau Filipe e na Escola Profissional Artística do Vale do Ave – Artave, com Suzanna Lidegran tendo, também, a oportunidade de trabalhar com Gaio Lima. Licenciado pelo Royal College of Music (Londres), com Felix Andrievsky, viola com Brian Hawkins e direcção de orquestra com Neil Thomson. Em 2000, foi-lhe atribuído o Prémio Dove pelo Royal College of Music. Obteve, em 2004, o Master of Music in Performance do Cleveland Institute of Music, Estados Unidos, com os professores Stephen Rose e William Preucil. Ainda nos Estados Unidos, fez parte da Orquestra Sinfónica de Canton, da Filarmónica de Erie e lecionou na escola de música Kehoe Music and Dance (Cleveland). Participou em masterclasses de Gerardo Ribeiro, Zakhar Bron, Felix Andrievsky, Zvi Zeitlin, Victor Danchenko, Augustin Leon Ara e Lydia Mordkovich, entre outros, Música de Câmara com Augustin Dumay, Maria João Pires, Jian Wang, Peter Marsh e Peter Salaff. Apresenta-se regularmente em recitais de violino solo ou acompanhado pelos pianistas Youri Popov, Ilya Sinaisky e Jakub Czkierda em Portugal, Espanha, Inglaterra, Polónia e nos Estados Unidos da América. Destacam-se as interpretações da Sinfonia Concertante de Mozart com a Dulwich Orchestral Society – Londres, sob a direção do maestro Julian Williamson; o Concerto de Sibelius com a Orquestra Artave e o maestro Ernst Schelle; o Concerto de Beethoven e o Concerto Nº 4 de Mozart com a Orquestra do Norte e o maestro Ferreira Lobo; o Concerto de Vieuxtemps Nº 5 com a Orquestra da EPMVC e o maestro Ernst Schelle; o Concerto nº 1 de Schostakovich com a Orquestra Clássica de Espinho e o maestro Pedro Neves. Apresentações com a Camerata Medina incluíram concertos de violino de Bach e Vivaldi. É membro fundador do Trio Medina/Ensemble Medina/Camerata Medina. Foi concertino da Orquestra de Câmara do Minho e, atualmente, desempenha a mesma função na Orquestra Clássica de Espinho. Colabora com regularidade no Remix Ensemble da Casa da Música – Porto. É professor na Escola Profissional de Música de Espinho e na Universidade de Aveiro.Youri Popov estudou música no Colégio Académico de Música do Conservatório de Moscovo com a eminente professora Vera Khoroshina, tendo posteriormente ingressado no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo onde trabalhou com o pianista e professor E. Malinin. A sua atividade de concertista começou quando era ainda estudante. Foi o primeiro intérprete do Concerto Nº 4 para piano e orquestra de Dimitri Kabalevsky com a Orquestra Filarmónica de Moscovo dirigida pelo maestro D. Kitaenko. Como solista da Sociedade Filarmónica da cidade de Vladimir / Rússia realizou vários concertos em diversas cidades da ex-União Soviética. Em 1995-96 atuou com a Orquestra de Câmara de Moscovo “Música Viva” sob a direção de A. Rudin tendo efetuado uma digressão por várias cidades da Rússia, onde apresentou um ciclo de concertos de W.A. Mozart. Desenvolveu atividade de docente no Colégio Académico de Música de Vladimir. Reside, em Portugal, desde 1998.

 

“Animação de Rua com Ensemble de Sopros”

16 Julho| Largo da Picota | 11h30

“Animação de Rua com Ensemble de Sopros”

Ensemble Alternativo

André Silva Percussão                Romeu Costa Saxofone

Jaime Alvarez Contrabaixo                Gaspar Lima Clarinete

Edixon Silva Trombone                Tiago Ferreira Trompete

Nuno Lima Trompa

O Ensemble Alternativo é um grupo de músicos e docentes da Academia de Música Fernandes Fão, com diferentes formações e vivências no país e no estrangeiro. Todos os músicos possuem considerável experiência em orquestras e formações de câmara nacionais e estrangeiras. A sua excelência encontra-se associada a um profundo envolvimento com a instituição e um prazer imenso em partilhar com os públicos a sua arte. Esta formação surgiu na sequência do trabalho conjunto e da identificação de projetos, através da exploração de vários géneros musicais.

“O Hábito não faz o Monge”

15 Julho | Teatro Diogo Bernardes | 16h30
“O Hábito não faz o Monge” por Companhia de Teatro Stranaidea

“IL COSTUME NON FA L’ATTORE” (O HÁBITO NÃO FAZ O MONGE) criação teatral coletiva inspirada no texto de EDUARDO DE FILIPPO “A ARTE DA COMÉDIA”, com figurinos e cenografia realizados nos ateliers artísticos da cooperativa, representa uma reflexão sobre o trabalho e função social do teatro, infelizmente nem sempre reconhecido, e sobretudo sobre a motivação que todos ao dias os leva ao prazer de estar em cena.

FICHA TÉCNICA

Direção de palco Maria Pia Schiavone, Daniela Mancini
Luz e som Giorgio Codias
Assistência de Direção Marcello Turco, Marco Fiorito
Guarda roupa e cenografia Agnieszka Zlewska, Casa di Zanzero, Artemista, Ser e Ser Bimbi.
Coreografia Valentina Gallo
Encenação Francisco Braz

ATORES

Elena Siciliano Bianca Morsiani
Marcello Turco Simona Cangialosi
Paolo Conti Maria Luscri
Carlo Marmo Giuseppe Bannino
Marco Fiorito Beatrice Ferlano
Martina Tazzara Raimondo Romanazzi
Gianpaolo Dell’Anna

Sediada Em Turim Itália a cooperativa social “STRANAIDEA” é uma Instituição que atende cidadãos com deficiência mental e multideficiência, com várias valências espalhadas um pouco por toda a cidade. Com uma forte componente artística e laboral esta instituição tem como principal preocupação a inclusão social dos clientes a quem presta apoio, quer na vertente artística, criando parcerias com artistas nacionais e estrangeiros e fomentando intercâmbios com instituições similares que tem como principal preocupação o desenvolvimento das capacidades artísticas das pessoas portadoras de deficiência assim como o seu reconhecimento publico e social, como também a integração laboral em áreas de formação profissional onde podem desenvolver e integrar empresas de prestação de serviços públicos. Com uma equipa jovem e entusiasta esta cooperativa tem ao longo do passado ano (20011) festejado com vários eventos os seus vinte e cinco anos de existência, tentando dar mais visibilidade às suas iniciativas artísticas e ao seu trabalho em prol da integração. Dentro destes festejos coube ao já existente atelier de expressão dramática o desafio de criar uma obra de teatro que de alguma forma fosse ao encontro da celebração e ao mesmo tempo dar a conhecer a qualidade artística dos elementos que o integram.

Tendo por base a inclusão estabeleceu uma parceria com a associação cultural” Teatro Orfeo”, também sediada em Turim com experiencia em trabalho comunitário, nas áreas do teatro e da dança, integrou alguns dos elementos da associação e convidou um encenador Português (Francisco Braz) com larga experiencia no campo e fundador do primeiro grupo português – CRINABEL TEATRO, integralmente formado por atores portadores de deficiência mental.

JANGADA DE PEDRA, “O Baile”

14 Julho | Teatro Diogo Bernardes | 21h30

JANGADA DE PEDRA, “O Baile”

Workshop e Espetáculo de Dança

 

Ficha técnica / artística
conceção, direção e coreografia – Aldara Bizarro
interpretes – Bibiana Figueiredo e 5 interpretes a definir
criação musical – Artur Fernandes (danças ocultas)
administração e produção – Francisca Vaz Pinto, jangada de pedra
coprodução – Cultideias, Teatro Cine de Gouveia, Cine Teatro de Pombal, Casa da Cultura de Seia, Teatro Diogo Bernardes de Ponte de Lima, Centro Cultural de Paredes de Coura

duração: 60 minutos

SINOPSE
Espetáculo participativo para todos os públicos. O Baile é um espetáculo de dança inspirado no filme “O Baile” de Ettore Scola, e na memória dos bailes de bairro, de aldeias e vilas de Portugal.
A partir de uma recolha de vários tipos de bailes procura-se recriar um baile contemporâneo, pertinente e atual, de um lugar único e idealizado pelas ideias dos participantes e da equipa artística deste projeto.
O projeto envolve 15 pessoas de cada localidade selecionadas através de um apelo aos teatros envolvidos. Os participantes são de idades variadas, entre os 7 e os 70 anos, que em conjunto com os bailarinos, atores e coreógrafa, colaboram na interpretação do espetáculo.
Será também integrada no espetáculo uma banda local de acordeões ou concertinas que, em conjunto com o músico e com a equipa, darão som ao espetáculo.

“Guitarras em Palco”

13 Julho| Cooperativa LimaTerrae | 18h30

“Guitarras em Palco”

 


O Ensemble de Guitarras da Academia de Música Fernandes Fão/Academia de Música de Ponte de Lima apresenta-se frequentemente em concerto, com formações que vão desde dois até nove elementos. O seu repertório é eclético, motivante para os seus elementos e para o público a quem se abrangem.

O Ensemble é constituído por docentes e alunos dos 8 aos 16 anos e o programa é adequado aos diferentes níveis de cada participante. Desde há dois anos, realizam um intercâmbio trimestral com as instituições “Companhia da Música” de Braga e Academia de Música de Barcelos, com concertos, por período, em cada uma das localidades – Ponte de Lima, Braga e Barcelos – em edifícios de grande nobreza e, quase sempre, património nacional. A última atuação foi no “Music Open Day”, no Largo Conselheiro Silva Torres de Caminha, a 23 de Junho, na comemoração do Dia da Música.

O Universo Brassens

10 Julho| Cooperativa LimaTerrae| 18h30
“O Universo Brassens”
Michel Sadanowsky Guitarra | Pedro Lamares Voz

 
MICHEL SADANOWSKY é filho de mãe francesa, antiga violinista e de pai russo. Descobre a guitarra aos 12 anos e a paixão por este instrumento vai marcar toda a sua vida. Em Paris, encontra os grandes mestres da guitarra clássica como Turibio Santos, Cacérès, Ponce e Lagoya. Trabalha novas concepções musicais com Schwartz, aluno de John Cage e com guitarristas da nova geração como John Williams, Roberto Aussel e Alvaro Pierri, Martinez-Zaraté e sobretudo Abel Carlevaro. Ganha o Concours International de Guitare de Paris. Começa nesse ano a sua carreira internacional e os contractos com grandes firmas como YAMAHA e SAVAREZ. Atualmente, partilha o seu tempo entre os concertos e a supervisão de uma colecção de obras, transcritas para guitarra, nas Éditons Billaudot. Editou, até aos dias de hoje, várias integrais de Bach e de Dowland e gravou vários cd’s, sozinho ou em trio. Apaixonado pelo flamenco, confiou o manuscrito da sua obra «Rayon vert», a primeira Suite flamenca escrita para guitarra, às Éditions Combre. Orienta regularmente estágios e master classes no Japão, China, Europa, Austrália e Estados Unidos da América, e criou o Stage International de Guitare en Côte Basque, que funciona em Biarritz, desde 1986. Participa em júris de inúmeros concursos internacionais e, de 1995 à 1998, dirigiu o Departamento de Guitarra da Escola Juan Pedro Carrero de Barcelona. A sua delicadeza, aliada a uma espantosa virtuosidade, fazem dele um artista de presença excecional.
PEDRO LAMARESé um ator português, natural do Porto. Estudou Interpretação na Academia Contemporânea do Espectáculo, entre 1998 e 2001. Participou em representações de As Três Irmãs, de Tchekov, Tio Vânia, de Howard Barker, O Quebra Nozes, de Tchaikovsky, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado, Os Saltimbancos, de Chico Buarque, e Carmina Burana, de Carl Orff. Pertence ao coletivo Caixa Geral de Despojos, com o qual colabora nas Quintas de Leitura, espetáculos de poesia, música e performance no Teatro do Campo Alegre, desde 2003. Na televisão colaborou em várias produções da TVI, desde 2005, bem como da RTP e numa co-produção da RTP com a Rede Bandeirantes, gravada no Rio de Janeiro. Participou ainda nas curtas-metragens Supercolla, de David Bonneville (2000), e De alto e coração, de Clara de Oliveira (2008), na média-metragem Chapéu-de-chuva, de Diogo de Sousa (2008), na mini-série “República”, de Jorge Paixão da Costa, contracenando com Joaquim de Almeida (2010) e na longa metragem “O Desassossego”, de João Botelho (2010). Foi professor de Expressão Dramática no Colégio do Sardão, em Oliveira do Douro, entre 2004 e 2006. Colabora, desde 2010 com a Academia de Música Fernandes Fão e é responsável pelo projeto “Em Cena” nesta instituição.
O UNIVERSO BRASSENS
 
Georges Brassens ocupa um lugar de destaque não somente na canção, mas também na poesia francesas e influenciou toda uma geração de compositores e intérpretes de diversas nacionalidades. Este compositor de incontestável talento, que veio a tornar-se um indiscutível ícone da canção francesa e cuja extensa obra foi traduzida em quase todos os idiomas do planeta (inclusive em esperanto), é venerado até hoje não apenas por seus compatriotas, mas também por inúmeros estrangeiros (francofones ou não) que se deleitam com seu repertório cheio de verve e não-conformismo.
Brassens impôs um estilo e despertou no grande público o gosto pela poesia. As suas letras são verdadeiros poemas de incomparável valor literário e de um conteúdo profundamente humanístico. Embora tendo sido considerado “um trovador contemporâneo”, os temas abordados no conjunto de sua obra permanecerão sempre atuais, pois retratam nada mais, nada menos que a condição humana.
Georges Brassens nasceu aos 22 de outubro de 1921 na cidade francesa de Sète, porto do Mar Mediterrâneo. Logo percebe que a canção necessita de poesia e que precisará aperfeiçoar-se na arte poética. Tinha à sua disposição um tesouro imenso: cinco séculos de poesia francesa, desde François Villon (seu principal mestre, nascido em plena Idade Média) até seus contemporâneos Paul Fort e Aragon, passando por Lamartine, Victor Hugo e Verlaine.
A fama de Brassens na cultura francófona é enorme!. Quase todos os franceses são capazes de cantarolar uma dúzia de suas canções. Os seus personagens são tão conhecidos quanto os de La Fontaine. Georges Brassens construiu um teatro imaginário, atemporal, através do qual nos transmite uma filosofia humanista que hoje nos parece cada vez mais moderna. Refazia exaustivamente cada canção, até atingir a perfeição; para muitas de suas composições existem mais de 50 versões temporárias. Os seus temas são essenciais de todos os lugares e de todos os tempos: o amor, o passar do tempo, a morte, a amizade e, acima de tudo, a vida… A vida mais forte do que as guerras e as ideologias, do que o poder e o dinheiro, do que todo o conformismo.
Não conhecer Georges Brassens significa perder toda uma fase da cultura popular francesa do século XX e uma oportunidade única de mergulhar profundamente no patrimônio poético francês. E muito, muito prazer!
in Isabel Pinho