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  • 21 de Fevereiro de 2020
    Visita de Estudo a Budapeste
    Visita de estudo a Budapeste dos alunos do Curso Secundário de Música.
  • 26 de Fevereiro de 2020
    Workshop com o Mestre Miguel Mateus da Oficina dos Violinos
    Workshop com o Mestre Miguel Mateus da Oficina dos Violinos - Porto
  • 04 de Dezembro de 2019
    Momento Musical na Fundação Bienal de Cerveira
    Exposição “Ainda a Coleção e os seus Artistas” e da Exposição “Do Outro Lado” de Jayme Reis e Zélia Mendonça
  • 04 de Dezembro de 2019
    Momento Musical
    Inauguração “Joshua Benoliel Repórter Parlamentar 1906-1924”
  • 20 de Março de 2020
    Assembleia Geral Ordinária
  • 11 de Março de 2020
    Conferência "Mulheres do Mar: Histórias da História no Feminino"
  • 14 de Março de 2020
    Informação à Comunidade Educativa
  • 07 de Abril de 2020
    Futuras Instalações da AMFF - Vila Praia de Âncora
  • 13 de Abril de 2020
    Informação à Comunidade Educativa
  • 05 de Maio de 2020
    250 Anos de Beethoven
  • 05 de Maio de 2020
    Conversa de Elevador - Os benefícios de Aprender Música
  • 06 de Maio de 2020
    Entrevista - Vencedor do 7º Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho
    Nesta entrevista contamos com a participação de Ivan, o vencedor do 7º Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho. Veja a entrevista completa aqui!
  • 06 de Maio de 2020
    Reportagem - Visita de Estudo a Budapeste
  • 23 de Janeiro de 2020
    Tradição das Janeiras
    Alunos de Ponte de Lima Cantam as Janeiras no Ministério das Finanças
  • 06 de Maio de 2020
    Sugestão de Leitura - "O Mar dos Murmúrios", de Tim Bowler
  • 06 de Maio de 2020
    Workshop - Manutenção de Instrumentos de Arco
    No dia 24 de fevereiro, os alunos de cordas friccionadas participaram num workshop orientado pelo Luthier Miguel Mateus, que visitou a AMFF.  A temática abordada foi a manutenção de instrumentos de arco.
  • 07 de Maio de 2020
    Futuras Instalações da AMFF - Vila Nova de Cerveira
  • 11 de Maio de 2020
    Inscrição para o Curso Básico de Música 20/21
  • 11 de Maio de 2020
    Inscrição para o Curso de Iniciação Musical 20/21
  • 13 de Maio de 2020
    Informação do horário e funcionamento dos Serviços Administrativos
  • 11 de Maio de 2020
    Inscrição para o Curso Secundário de Música 20/21
  • 18 de Junho de 2020
    Nota de Pesar
  • Entrevista - Vencedor do 7º Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho


    Ivan, obrigado por aceitares o nosso convite para esta entrevista. Ingressaste, este ano letivo, no ensino superior, na ESMAE, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto. Começaria a nossa conversa por aí. Como está a correr este teu novo ciclo?

    Está a correr muito bem! Estou a gostar do ambiente, dos colegas, dos professores e da escola, em si. Tenho aulas de duas horas, individuais e em grupo, no que diz respeito ao instrumento. Estudo com o professor Severo Martinez, 2º trombone da Orquestra Sinfónica do Porto-Casa da Música. Tenho também aulas de música de câmara, ensemble de trombones, orquestra, coletivo de sopros, formação musical e análise e técnicas de composição.

    Tendo ido para o Porto, estudar, mudaste muito o teu ritmo de vida?

    Em termos de carga horária, foi fácil. Passou a ser menos extensa. Na verdade, passei a ter mais tempo para dedicar ao meu instrumento. Tenho muito boas condições de estudo.

    Como surgiu a tua entrada na AMFF e porquê o trombone, como instrumento?

    Aconteceu em 2012. Tinha 11 anos. Experimentei os vários instrumentos, mas foi imediatamente o trombone a captar-me a atenção. Sempre tive gosto pela música. Matriculei-me, assim, no Ensino Articulado.

    Em que altura percebeste que desejarias levar a música e o trombone para um nível profissional?

    Quando passei para o Ensino Secundário, ponderei deixar a Música e seguir apenas ciências. Pensava seguir uma Engenharia Bio-Médica. No entanto, após algum tempo, constatei ser, de facto, a Música aquilo que mais me agradava, e que faria mais sentido tomar essa opção. Acabei por fazer Ensino Supletivo na AMFF.

    Em 2019, foste vencedor no 7º Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho, variante de Sopros. Obtiveste o 1º prémio. Qual foi, para ti, a importância desse mesmo prémio?

    Por ter sido, justamente, antes de ingressar na ESMAE, deu-me motivação para uma boa entrada Ensino Superior. Deu-me também mais certeza relativamente ao caminho que pretendia seguir.

    Tendo tu feito Ensino Supletivo, como conciliaste a Música com os restantes estudos?

    Conciliar, no início, a Música e as Ciências, foi um pouco complicado. Viajava bastante e tinha que estudar matérias bem diferentes. Contudo, encontrei o meu ritmo de trabalho. De certa forma, foi importante ter esse “trabalho extra”, porque me fez utilizar bem o tempo que tinha.

    O que representa, para ti, a Música, e qual a importância dela na tua vida?

    Acho que, para os músicos, a forma de fazer Música – falo por mim, principalmente – mostra quem somos realmente, sem ser por palavras, ou outras formas.

    No Ensino Secundário, passaste a ter disciplinas novas, que não constavam do currículo do Ensino Básico, nomeadamente, a História da Cultura e das Artes, Análise e Técnicas de Composição e História da Música. Qual julgas ser a importância dessas disciplinas para o teu desenvolvimento?

    Sinto que são disciplinas importantes, para que, quanto toco, não me restrinja a notas, mas possa pensar, de forma mais abrangente, sobre o que faço com o trombone. Surge um background e sentido musical naquilo que tocamos. A História da Cultura e das Artes e a História da Música permitiram-me abordar o repertório de forma mais contextualizada, perceber o que se passava à data da composição das obras, e tocar e transmitir a mensagem em consonância, com um fundo histórico.

    A tua professora-chave foi, provavelmente, a tua professora de trombone: Lisete Correia. Que recordações guardas das aulas e da tua relação com ela e que influência teve em ti?

    Foi a Professora Lisete que me deu o “impulso final”. A nossa relação era muito descontraída, contudo, diferente dentro ou fora da sala de aula. Na lição de instrumento, era totalmente focada. Fora dela, conversávamos e descontraíamos. É uma pessoa extrovertida. Sendo eu introvertido, fez com que eu me libertasse um pouco mais, pessoal e musicalmente. Julgo ter sido muito importante.

    Em relação às tuas ambições profissionais. Após o Ensino Superior, o que pensas fazer?

    Depois de acabar a Licenciatura, gostaria de fazer um Mestrado em Performance no estrangeiro. Holanda ou Alemanha, com o intuito de, talvez, por lá ficar. Fazer audições para orquestras e conseguir um posto como trombonista.

    Consideras ser importante assistir a concertos?

    Creio ser muito importante. Para o público em geral, mas, principalmente, para os próprios músicos. Quando estamos no palco, gostamos de ver a sala cheia. Assistir a concertos permite-nos conhecer novo repertório, ganhar inspiração. Ao nível da aprendizagem, é enriqueceder observar o comportamento de outros músicos em palco, perceber detalhes, retirar ideias para nós próprios.

    Voltando ao teu percurso na AMFF, que recordações guardas?

    Recordo imagens tão simples quanto as que retenho dos corredores. Havia simpatia, havia um cumprimentar com um sorriso. Também os estágios de orquestra, no final do ano, principalmente. Eram um sair da rotina, ao mesmo tempo que estimulavam o meu sonho de tocar numa orquestra profissional.

    Para terminar, nas provas de instrumento, no ingresso no Ensino Superior, foste, a nível nacional, o aluno com classificação mais alta, quer na Universidade do Minho, quer na ESMAE, quer na Escola Superior de Música de Lisboa. Pudeste, na prática, escolher o sítio onde seguirias os teus estudos. Qual a “receita” para tal e que conselhos deixarias aos teus colegas, trombonistas ou estudantes de outro instrumento?

    O principal conselho julgo ser o focarmo-nos no nosso objetivo. É necessário trabalhar metódica e regulamente. Posso também apontar outro exemplo: perto das provas de acesso ao Ensino Superior, entrei num concurso de trombone que, infelizmente, não correu bem. Julgo ser importante a capacidade de transformarmos também as experiências negativas em aprendizagem. Tomei esse concurso como incentivo para melhorar. É igualmente relevante conseguir eliminar o stress. Encontrar descontração. Acreditar que conseguiremos fazer, mesmo que, momentânea ou temporariamente, não o consigamos.

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